Iodoterapia e UTR Voltar

A São Carlos é referência no tratamento com iodoterapia, que é o iodo radioativo (I¹³¹) para tratamento dos tecidos que, na sua fisiologia, captam iodo (por exemplo: tireoide e tecidos neuroendócrinos). Seu uso mais comum é no tratamento de tumores diferenciados da tireoide pós-cirurgia.

Na São Carlos, o tratamento de alguns tipos de tumores da tireoide complementa o quadro pós-cirúrgico com o uso terapêutico do iodo 131, uma substância que se instala nos tecidos do câncer que não puderam ser removidos cirurgicamente, liberando radiação e eliminando os tecidos doentes.

Além do tratamento radioisotópico com o iodo 131, o centro oncológico oferece tratamentos com samário 153 (para metástases ósseas), MIBG-1131 (para tumores provenientes da crista neural – neuroblastoma, feocromocitoma e medular da tireoide) e lutécio-octreotato 177 (tumores carcinoides metastáticos).

Com quase 50 anos de experiência, a São Carlos tem mais de oito mil casos tratados e catalogados no tratamento de câncer da tireoide. Sua equipe de Medicina Nuclear conduz a Unidade de Terapia Radioisotópica (UTR) com eficiência e segurança no tratamento, que causa efeitos colaterais mínimos aos pacientes.

Para mais conforto e assistência nos tratamentos com uso de radioisótopos em pacientes que necessitam de isolamento nas UTRs, o centro conta também com 5 suítes com camas elétricas, televisão, DVD e acesso à internet.

Iodoterapia | Pacientes com CDT

A iodoterapia para pacientes com Câncer Diferenciado da Tireoide (CDT) consiste em suspender a ingestão de iodo pelo paciente e administrar iodo radioativo para que, então, os tecidos que captam essa substância possam se autodestruir.

A dosagem é muito baixa para o corpo, porém ao se concentrar nos tecidos da tireoide, leva à destruição total e, consequentemente, impede que a doença volte, chegando a 98% de cura.

Os pacientes de CDT, internados em quartos aprovados pela CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear), na UTR fazem dose única de iodoterapia, um tratamento que praticamente não tem efeitocolateral, uma vez que o iodo não faz efeito nos tecidos onde não se concentra.

O protocolo do tratamento requer a realização da Cintilografia e Captação da Tireoide para que se possa avaliar quanto de tecido resta pós-cirurgia e, assim, quantificar a dose que será administrada. No mesmo dia, o paciente fará a internação e receberá a dose ablativa de I¹³¹. Após 10 dias, ele voltará para a realização do PCI (Pesquisa de Corpo Inteiro), que mostrará à equipe médica a distribuição da dose.

Para pacientes com hipertireoidismo, as doses são menores, dentro das normas da CNEN de tratamento ambulatorial, não havendo necessidade da internação em UTR.