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Chocolate e câncer– saiba como consumir


Quando bate a vontade de comer um doce, o chocolate é logo a primeira opção. A boa notícia é que ele pode ser consumido pelo paciente em tratamento de câncer, porém da maneira correta. Para entender mais sobre o assunto, confira as dicas da nutricionista Emília Delesderrier, da equipe de Nutrição da São Carlos Saúde Oncológica.

Entendendo o que é o chocolate

O chocolate é produzido a partir dos grãos de cacau, um fruto rico em agentes antioxidantes e antiinflamatórios, que promovem efeitos benéficos à saúde.

Dentre esses pontos positivos está a ajuda na redução da pressão arterial, melhora do fluxo do sangue para o cérebro e coração, que auxilia na prevenção de coágulos sanguíneos e combate a danos celular.

Posso comer qualquer tipo de chocolate?

De acordo com a nutricionista, nem todo tipo de chocolate é recomendado, assim como, seu consumo em excesso pode trazer efeitos prejudiciais ao organismo.

“As propriedades benéficas do chocolate são provenientes do cacau, então devemos dar preferência ao consumo de chocolates com maiores teores desse elemento”, afirma Emília.

Dicas da nutricionista para escolher o chocolate ideal

Dê sempre preferência aos chocolates amargos, que contenham maior quantidade de cacau (50 a 85%) em sua composição, sendo o ideal, versões acima de 70% do ingrediente.

  • Escolha os chocolates que não sejam adoçados ou os que possuam uma quantidade menor de açúcar;
  • Caso haja açúcar na composição, opte pela opção que utilize açúcar orgânico ou adoçantes naturais, como estévia
  • Evite chocolates que contenham gordura hidrogenada ou gordura vegetal em sua composição – ambos são responsáveis por alterações no colesterol e não são benéficos ao organismo.
  • Evite produtos que contenham conservantes e corantes artificiais.

informações nutricionais de um tipo de chocolate, como exemplo

 

 

 

Para identificar as informações nutricionais e fazer boas escolhas, a dica é ler os ingredientes do rótulo, para saber o que contém em tal embalagem e conseguir ter o poder de escolha pelo melhor item.

 

 

 

 

“Na embalagem de cada produto, os ingredientes são sempre colocados em ordem decrescente referente à sua quantidade. Por exemplo, na hora de comprar um chocolate, opte por aquele que tenha menos ingredientes, maior teor de cacau (acima de 70%), cacau ou massa de cacau como o primeiro item da lista, menor teor de gordura, 0% de ingredientes artificiais e caso contenha açúcar, que seja o último da lista. Sendo assim, não se preocupe somente com as calorias, mas também com a composição. Se for mais calórico, porém, mais saudável, tudo bem”, comenta a nutricionista.

Não é fácil encontrar alternativas tão saudáveis no mercado com preço acessível. Por isso, Emília frisa que o consumo do chocolate deve ser consciente, optando pelo mais saudável dentre as opções possíveis.

Ela complementa que os tipos orgânicos 100% cacau são os melhores, porém, caso não seja viável, que o açúcar esteja por último na ordem da lista de ingredientes.

Alternativa ao chocolate

Se por algum motivo você não pode comer chocolate, converse com seu nutricionista sobre a possibilidade da alfarroba. Geralmente costuma ser uma indicação às pessoas que têm sensibilidade ou alergia ao cacau.

A alfarroba é derivada de uma vagem e possui diversos benefícios ao organismo, como ações antioxidantes e antiinflamatórias, sendo considerada, também, um protetor do coração. Pode até parecer estranho, mas seu sabor é bastante similar ao do cacau.

“Atenção! O chocolate pode até estar liberado na alimentação do paciente em tratamento de câncer, mas não pode exagerar. É melhor manter um consumo diário pequeno, do que grandes quantidades de uma só vez”, afirma Emília.

A especialista acrescenta que a quantidade ideal para consumo do chocolate deve ser indicada pelo nutricionista que acompanha o tratamento do paciente.