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Leucemia: o que é, sintomas e como tratar?


Muitas pessoas desconhecem, mas a leucemia é um tipo de câncer e possui diversas variações. De acordo com as estatísticas, é o 9° tipo mais comum nos homens e o 10° em mulheres. Entenda sobre este tipo de tumor, seus principais sintomas, fatores de risco, prevenção e tratamento, nesta publicação.

O que é a leucemia?

“A leucemia é um tipo de câncer, o câncer dos leucócitos, as células brancas do corpo. Ela é proveniente da malignidade das células imaturas do sangue, causada pela proliferação descontrolada de células-tronco” – afirma a Dra. Lavínia Bergier, médica hematologista da São Carlos Saúde Oncológica

Esta forma do câncer é proveniente da medula óssea do paciente, e pode ser subdividida em aguda ou crônica e separada em 4 categorias:

– Crônicas

São caracterizadas pelo aumento de células maduras não normais no corpo. No início, as células leucêmicas conseguem, ainda, realizar algum trabalho dos glóbulos brancos considerados normais, porém, lentamente, tem seu quadro agravado.

  • Leucemia linfoide crônica (LLC): afeta células linfoides e se desenvolve lentamente. A maioria dos casos deste tipo de câncer foi diagnosticado em pessoas com mais de 55 anos, raramente afetando crianças.
  • Leucemia mieloide crônica (LMC): afeta células mieloides e se desenvolve bem devagar. Costuma atingir os adultos, principalmente.

– Agudas

Refere-se ao crescimento rápido de células imaturas do sangue, agravando o quadro do paciente em um curto período de tempo. Desta forma, as células leucêmicas não conseguem realizar nenhum trabalho das células sanguíneas consideradas normais.

  • Leucemia linfoide aguda (LLA): afeta células linfoides e agrava-se de maneira muito rápida. Este tipo é bastante comum em crianças pequenas, podendo, também, ocorrer em adultos.
  • Leucemia mieloide aguda (LMA): afeta as células mieloides e avança rapidamente. Pode ocorrer em adultos e crianças. Entretanto, conforme o aumento da idade, maiores são as incidências.

Com a leucemia é constatada a ocorrência da perda da função de defesa do organismo. Isso acontece porque os glóbulos brancos que se encontram doentes são reproduzidos de forma descontrolada, o que reduz o espaço na medula óssea para a fabricação de outras células que compõem o sangue. Assim elas vão para a corrente sanguínea sem estarem preparadas para executar suas funções.

células bas e outras cancerígenas - leucemiaSintomas

Os primeiros sinais da leucemia aparecem quando a medula óssea deixa de produzir suas células normais do sangue.A redução dos glóbulos brancos provoca baixa da imunidade, deixando o organismo mais sujeito a infecções (graves ou recorrentes).

Principais sintomas:

  • Anemia;
  • Fraqueza;
  • Cansaço;
  • Sangramentos nasais e nas gengivas;
  • Manchas roxas e vermelhas na pele;
  • Gânglios inchados;
  • Febre;
  • Sudorese noturna;
  • Infecções;
  • Dores nos ossos e nas articulações;
  • Perda de peso sem motivo aparente;
  • Desconforto abdominal;

Muitas vezes as leucemias crônicas, que evoluem lentamente, podem não apresentar sintomas.

Fator de risco

Além do erro de divisão celular, existem motivos externos que podem levar ao aparecimento da leucemia:

  • Tabagismo;
  • Benzeno (encontrado na gasolina e também usado na indústria química);
  • Produção de borracha;
  • História familiar;
  • Exposição a agrotóxicos (especialmente às pessoas que trabalham diretamente utilizando o componente), solventes, diesel, poeiras;
  • Infecção por vírus de hepatites B e C.

“Além de fatores ambientais, a idade também pode ser considerada um fator de risco, pois quanto mais velha é uma pessoa, mais tempo ela possui para ter a divisão celular, e assim, maiores são as chances de adquirir este tipo de câncer”, explica Dra. Lavínia Bergier.

A melhor forma de prevenir a leucemia é manter-se atento aos fatores de risco.

Tratamento

O tratamento mais comum para a leucemia é a quimioterapia.

A conduta médica será definida a partir do caso específico de cada paciente.

 “São vários os protocolos de quimioterapia existentes, no entanto, eu busco trabalhar com o protocolo Alemão aqui na São Carlos. Este costuma ser mais intenso, pois o paciente acaba voltando com maior frequência ao hospital (uma vez na semana, pelo menos) para modificação de sua dose ou medicamento, porém, eu o considero bastante efetivo” – comenta a Dra. Lavínia Bergier.

 

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