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São Carlos Saúde Oncológica lança Programa Antitabagismo


A São Carlos Saúde Oncológica assume um compromisso por inteiro na luta contra o câncer e, neste Dia Nacional de Combate ao Fumo (29/08), traz uma novidade para os pacientes do hospital: o Programa Antitabagismo, que vai promover o acompanhamento ambulatorial de pacientes em tratamento de câncer que não conseguem abandonar o cigarro.

O tabagismo é uma dependência química, que promove o vício. Isso acontece porque em nosso cérebro existem os receptores de nicotina, que ao recebê-la,liberam-na, promovendo a sensação de prazer. E é por isso que as pessoas fumam.

tabagismo - representação de um pulmão preenchido com os componentes do cigarro.

No entanto, o cigarro possui 7 mil substâncias tóxicas, sendo 70 delas cancerígenas. E nesse mix encontramos a nicotina, uma droga em que 90% dos usuários são dependentes.

Segundo o Dr. Ricardo Meirelles, pneumologista da São Carlos e médico responsável pelo Programa Antitabagismo, apenas em 1988 a nicotina foi classificada como uma droga, confirmando-se que o tabagismo é uma doença que leva à dependência.

Por esta razão, existem algumas questões que tornam mais difícil dizer não ao tabagismo:

  1. A reação fisiológica devido à dopamina, que é considerada o neurotransmissor do prazer; Isso significa que ao fumar a pessoa se sente bem com isso, não querendo mais parar de vivenciar essa sensação de felicidade;
  2. questão comportamental e social associada ao tabaco. Existem pessoas que associam o hábito de fumar a situações sociais, como “só fumo quando estou bebendo” ou a momentos do cotidiano: depois do cafezinho preciso fumar um cigarro.

Qual a relação do tabagismo com o câncer?

O tabagismo é uma dependência química que está associada a 50 doenças, dentre elas vários tipos de câncer. Ao fazer a associação do tabaco com alguma enfermidade, pensa-se logo no câncer de pulmão. Entretanto, o hábito de fumar pode ajudar a desenvolver diversos outros tipos de câncer: boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, estômago, colorretal, colo de útero, linfoma e leucemia. Além de outras doenças, como infecções respiratórias, tuberculose pulmonar e até mesmo o diabetes.

Sendo assim, de acordo com o Dr. Ricardo, é muito difícil não associarmos o diagnóstico de um câncer, principalmente os acima citados, com o consumo do cigarro.

Por que tratar o tabagismo em um paciente oncológico?

O controle do tabagismo é uma etapa importante do tratamento oncológico.

“Isso porque ao se submeter a esse processo não abandonando o hábito do fumo, o paciente continuará inalando todas as substâncias tóxicas presentes no cigarro, ou seja, aquilo que pode ter causado o seu câncer permanecerá em seu organismo”, afirma o Dr. Ricardo

O médico explica ainda que o ato de continuar fumando pode influenciar negativamente o sucesso do tratamento, favorecendo o surgimento de outro tumor primário, metástase e a chance da aparição de outras doenças relacionadas ao tabaco.

A nicotina também interfere diretamente nos tratamentos de quimioterapia e radioterapia, ocasionando uma redução da resposta ao tratamento.

“Em qualquer momento da vida parar de fumar é fundamental. Tratando-se de uma situação tão delicada, torna-se ainda mais essencial. O recomendado, inclusive, é que a pessoa fique pelo menos 4 semanas sem fumar antes de um procedimento cirúrgico” – afirma Ricardo.

 

O papel da psicologia nesse processo

O tabagismo causa uma dependência física, fisiológica, psicológica e comportamental, além de agir como antidepressivo. E principalmente por essa questão é preciso que o tratamento seja multidisciplinar, em parceria com o acompanhamento psicológico.

O pneumologista e o profissional da psicologia precisam trabalhar em conjunto para que haja uma homogeneidade no tratamento. Isso é importante para que se tenha harmonia tanto no lado químico, abordado pelo médico, quanto sentimental, pela abordagem terapêutica.

Esses dois profissionais juntos irão entender os motivos que fazem o paciente fumar e tornar este ato um vício. O objetivo é promover a mudança de hábito, que vai aumentar as chances de sucesso no tratamento e proporcionar um maior bem-estar no dia a dia dos pacientes.

Como vai funcionar o Programa Antitabagismo?

O Programa Antitabagismo consiste em entender quais os motivos que fizeram a pessoa começar a fumar, qual a relação do cigarro em sua vida e a motivação para deixar esse vício. A partir daí será traçada uma estratégia para que o paciente pare de fumar de forma menos dolorosa.

“Todos os pacientes que chegarem ao hospital com câncer ou suspeita e forem fumantes, passarão primeiro por uma consulta com o oncologista, que os encaminhará para o pneumologista em seguida. A partir daí iniciamos o plano de ação para cada caso específico, em parceria com a psicologia. O objetivo do Programa é ajudar o maior número de pessoas a se verem livres dessa doença e prolongarem suas vidas.” – explica Ricardo.

Está pensando em parar de fumar, mas precisa de um empurrãozinho? Conte conosco para te ajudar a dar o pontapé inicial! Para mais informações sobre o Programa e as consultas entre em contato clicando aqui!