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Tumor neuroendócrino – você sabe o que é?


Você já ouviu falar sobre o tumor neuroendócrino? Pouco conhecido e até mesmo considerado raro, ele ganhou um destaque especial: no dia 10 de novembro é comemorado o Dia de Conscientização sobre o Tumor Neuroendócrino. Esta data é também internacionalmente conhecida como “NET Cancer Day”.

Por ser um tumor de desenvolvimento lento, com sintomas parecidos aos de outros tipos de doenças, quando descoberto, o câncer pode já estar em estágio avançado.

 “Por outro lado é válido lembrar que hoje em dia, com técnicas mais avançadas, podemos identificá-lo com maior precisão mais rapidamente” – afirma a Dra. Carolina Perez Chaves, médica da equipe da Medicina Nuclear da São Carlos Saúde Oncológica.

O que é o tumor neuroendócrino?

O sistema endócrino é composto de células neuroendócrinas responsáveis pela produção dos hormônios. O tumor neuroendócrino é um tipo de câncer que desencadeia um grupo de tumores malignos que podem se originar em qualquer região do corpo que exista a presença de uma célula neuroendócrina e também nas glândulas endócrinas, como nas suprarrenais, pâncreas, tireoide, hipófise, ovário e testículos.

Mesmo havendo a possibilidade de se desenvolver em qualquer um dos órgãos citados, o tumor neuroendócrino costuma ter uma aparição mais comum nas regiões do intestino, pulmão e pâncreas.

Tanto sua classificação quanto os seus sintomas são variáveis, pois dependem da origem do câncer. Por exemplo, tumor no apêndice pode provocar apendicite, dores abdominais náuseas e vômito. Tumores neuroendócrinos no pulmão podem acarretar sintomas progressivos parecidos ao da pneumonia, bronquite ou asma.

Tratamento

O tipo de tratamento para o tumor neuroendócrino dependerá de algumas questões:

  • Tipo de tumor neuroendócrino;
  • Estadiamento do tumor;
  • Estado de saúde do paciente;
  • Possíveis efeitos colaterais.

De modo geral, as opções de tratamento são:

  • Cirurgia;
  • Radioterapia;
  • Quimioterapia;
  • Terapia-alvo;
  • Hormonioterapia;
  • Radiologia intervencionista;

Para complementar, o atendimento nutricional personalizado e gerenciamento da dor, sintomas e efeitos colaterais fazem parte do tratamento ao tumor neuroendócrino e aos demais tipos de câncer na São Carlos Saúde Oncológica.

A Medicina Nuclear como aliada ao tratamento do tumor neuroendócrino

A Medicina Nuclear é uma especialidade que utiliza materiais radioisótopos para a realização de tratamentos e exames. Esses elementos podem ser administrados no paciente por via oral, local, ou venosa.

Os materiais radioisótopos da Medicina Nuclear não causam mal à saúde, visto que a sua permanência dentro do organismo é muito curta, o que não expõe o paciente a prejudiciais níveis de radiação.

Aqui na São Carlos contamos com profissionais qualificados que trabalham exclusivamente com a Medicina Nuclear, onde é realizado, por exemplo, o exame PET/CT 68Ga-DOTATATO, que atua na investigação de tumores neuroendócrinos. O hospital também realiza, na Unidade de Tratamento Radioisotópico, o tratamento com Lutécio, que é recomendado para combater este tipo de câncer.

exame para o tumor neuroendócrino

De acordo com a Dra. Carolina Perez, os exames de imagem, são importantes para identificar o estadiamento e reestadiamento do câncer, nas seguintes situações:

  • Antes do início do tratamento oncológico – identificar onde o câncer está localizado para que se possa iniciar o tratamento somente na região afetada;
  • Durante o tratamento oncológico – o exame é feito para observar se o tratamento está funcionando;
  • Após o término do tratamento oncológico – é feito o acompanhamento para identificar se o tumor desapareceu ou se permanece em algum lugar.

“As imagens da Medicina Nuclear ajudam a escolher o melhor tratamento para o paciente e assim conseguimos individualizar cada um, de acordo com as suas necessidades. Dois pacientes, por exemplo, podem ter o mesmo tipo de tumor, mas cada um responde de maneira diferente a determinada terapia. Por isso a importância da realização dos exames de imagem, individualizando o tratamento e atendendo às reais necessidades.” – afirma a Dra. Carolina Perez Chaves