Entenda para que serve o PET-CT oncológico, como o exame é feito, como é o preparo e em quais situações ele pode ser indicado no tratamento do câncer.
Quem recebe a indicação de um PET-CT oncológico costuma chegar ao exame com algumas dúvidas: para que ele serve? É diferente de uma tomografia? Precisa de jejum? Quanto tempo demora? Em quais tipos de câncer pode ser utilizado?
Também conhecido como PET/CT e frequentemente pesquisado como PET scan, esse exame reúne duas tecnologias de imagem para ajudar na avaliação de diferentes condições de saúde.
Na oncologia, o PET-CT pode ajudar na investigação e no acompanhamento de diferentes tipos de câncer. Sua indicação, porém, depende do diagnóstico, do momento do tratamento e do radiofármaco utilizado.
O que é o PET-CT?
O PET-CT reúne, em um mesmo equipamento, a tomografia por emissão de pósitrons (PET) e a tomografia computadorizada (CT, sigla em inglês para computed tomography, também chamada de TC).
A tomografia computadorizada fornece imagens detalhadas da anatomia e permite observar estruturas, órgãos e alterações em sua forma ou tamanho. Já o PET avalia processos funcionais e metabólicos dos tecidos.
A combinação das duas informações permite localizar com mais precisão as áreas que apresentam alterações metabólicas. É justamente essa associação entre informação funcional e anatômica que torna o PET-CT relevante em diferentes situações na oncologia.
Para que serve o PET-CT oncológico?
O PET-CT oncológico pode ser utilizado em diferentes momentos da investigação e do tratamento do câncer
Entre suas aplicações estão a avaliação da extensão da doença, a pesquisa de possíveis focos em outras regiões do organismo, a análise da resposta ao tratamento e a investigação de uma possível recidiva.
Em determinadas situações, ele também contribui para o planejamento terapêutico, ao fornecer informações complementares a outros exames de imagem.
Isso não significa, no entanto, que todo paciente com câncer precise realizar um PET-CT. A indicação depende do tipo de tumor, das características da doença e das informações que os médicos precisam obter para orientar o cuidado.
Como o PET-CT identifica alterações no organismo?
Para realizar o exame, é administrada uma pequena quantidade de uma substância chamada radiofármaco (ou radiotraçador).
Essas substâncias são desenvolvidas para acompanhar determinados processos biológicos do organismo. O equipamento detecta a distribuição do radiofármaco pelo corpo e transforma essas informações em imagens.
Um dos radiofármacos mais utilizados em oncologia é o 18F-FDG, uma molécula semelhante à glicose. Como algumas células tumorais apresentam metabolismo aumentado de glicose, elas podem concentrar mais FDG e aparecer com maior atividade nas imagens do PET.
Esse comportamento, entretanto, não é exclusivo do câncer. Processos inflamatórios e outras condições também podem apresentar aumento da atividade metabólica. Por esse motivo, o resultado precisa ser interpretado por um médico especializado, sempre relacionado ao histórico clínico e aos demais exames do paciente.
O PET-CT com FDG é o único tipo de PET-CT?
Não.
Embora o 18F-FDG seja o radiofármaco mais conhecido e mais amplamente utilizado nos exames oncológicos, existem outros radiotraçadores desenvolvidos para investigar características específicas de determinados tumores.
Um exemplo é o PET-CT com PSMA, utilizado principalmente em situações relacionadas ao câncer de próstata. Há também o PET-CT com análogos da somatostatina, empregado em determinados tumores neuroendócrinos.
A escolha do radiofármaco depende da indicação médica e do objetivo do exame.
Quando o PET-CT pode ser indicado no câncer?
A indicação varia de acordo com cada caso.
Em determinadas doenças, o PET-CT pode ser solicitado após o diagnóstico, para avaliar se existem outros locais comprometidos. Em outras situações, o exame é realizado durante ou depois do tratamento, para verificar como a doença respondeu à terapia.
Também pode ser utilizado quando há suspeita de retorno da doença ou quando outros exames deixaram dúvidas que precisam ser esclarecidas.
Por isso, a pergunta mais adequada não é simplesmente “quem tem câncer precisa fazer PET-CT?”, e sim “o PET-CT pode responder a uma questão importante neste momento do tratamento?”. Essa decisão cabe à equipe médica responsável.
O PET-CT é usado para diagnosticar câncer?
O PET-CT pode contribuir para a investigação de uma suspeita de câncer, mas não substitui os demais métodos diagnósticos.
Dependendo do caso, exames de imagem, avaliações laboratoriais e, principalmente, a biópsia continuam sendo necessários para confirmar o diagnóstico e identificar as características do tumor.
O PET-CT deve ser entendido como parte de um conjunto de informações utilizadas pelos médicos para avaliar a doença.
Como é feito o exame de PET-CT?
Em geral, o paciente recebe o radiofármaco por meio de uma injeção intravenosa.
Depois da aplicação, existe um período de espera para que o radiotraçador se distribua pelo organismo. No PET-CT com FDG, esse intervalo costuma ser de aproximadamente 30 a 60 minutos, e normalmente se pede que o paciente permaneça em repouso durante essa etapa.
Em seguida, ele é posicionado na mesa do equipamento, que se desloca pelo interior do aparelho durante a aquisição das imagens. Nos equipamentos combinados, são obtidas as imagens da tomografia e do PET, e o computador associa as informações anatômicas e metabólicas para que sejam analisadas pelo médico.
A aquisição das imagens costuma levar cerca de 30 minutos, mas o tempo total de permanência no serviço é maior, por causa do preparo e do período necessário para a distribuição do radiofármaco. Esses tempos podem variar conforme o protocolo utilizado.
O PET-CT dói?
O exame em si é não invasivo e normalmente não causa dor.
O principal desconforto costuma estar relacionado à punção da veia utilizada para administrar o radiofármaco e, quando indicado, outros medicamentos ou contraste.
Durante a aquisição das imagens, é importante permanecer imóvel, para evitar interferências na qualidade do exame.
Como se preparar para um PET-CT?
O preparo depende principalmente do radiofármaco utilizado e do tipo de PET-CT solicitado. Por isso, as orientações fornecidas pelo serviço onde o exame será realizado devem sempre prevalecer.
Para um PET-CT de corpo inteiro com FDG, as orientações frequentemente incluem:
● permanecer em jejum pelo período determinado pelo serviço;
● durante o jejum, consumir apenas água, quando autorizado;
● informar todos os medicamentos em uso;
● avisar previamente se tiver diabetes, já que a glicemia e a insulina podem interferir
no exame;
● informar a possibilidade de gravidez ou se estiver amamentando;
● comunicar doenças recentes e outras condições clínicas;
● seguir rigorosamente as orientações específicas recebidas no momento do
agendamento.
O preparo correto é importante porque alterações nos níveis de glicose ou de insulina e o consumo de alimentos antes do exame podem modificar a distribuição do FDG e prejudicar a qualidade das imagens.
Quem tem diabetes pode fazer PET-CT?
Pode, mas é necessário um planejamento específico.
Como o FDG tem comportamento semelhante ao da glicose, os níveis de glicemia e de insulina podem interferir na distribuição do radiofármaco.
Por esse motivo, pacientes com diabetes devem informar sua condição previamente e seguir as orientações individualizadas fornecidas pela equipe responsável pelo exame. Não é indicado alterar por conta própria horários de medicamentos, alimentação ou uso de insulina.
O PET-CT usa radiação?
Sim.
O PET utiliza uma pequena quantidade de material radioativo, e a tomografia computadorizada utiliza raios X.
Como acontece com outros exames que empregam radiação ionizante, o PET-CT deve ser realizado quando há uma indicação clínica em que os benefícios das informações obtidas justificam a exposição envolvida.
O radiofármaco perde progressivamente sua radioatividade e também é eliminado pelo organismo. Após o exame, o serviço pode orientar hidratação e outros cuidados específicos.
PET-CT e tomografia são a mesma coisa?
Não.
A tomografia computadorizada pode ser realizada isoladamente. O PET-CT, por sua vez, acrescenta a avaliação da atividade dos tecidos, o que pode fornecer informações complementares em determinadas situações clínicas.
PET scan e PET-CT são a mesma coisa?
Os termos costumam ser usados como sinônimos pelos pacientes, mas, tecnicamente, existe uma diferença.
PET scan se refere à tomografia por emissão de pósitrons. Já o PET-CT combina o PET com a tomografia computadorizada no mesmo equipamento.
Atualmente, muitos exames de PET são realizados em equipamentos híbridos de PET-CT, o que explica por que as duas expressões aparecem com tanta frequência nas buscas.
O PET-CT substitui a biópsia?
Na maioria das situações, não.
O PET-CT fornece informações de imagem e de metabolismo, enquanto a biópsia permite analisar diretamente células ou tecidos.
Quando é necessário confirmar a presença e o tipo de câncer, a análise das células ou dos tecidos coletados na biópsia pode continuar sendo fundamental. Os dois exames têm funções diferentes e podem ser complementares dentro da investigação oncológica.
O PET-CT mostra se o tratamento está funcionando?
Em determinadas situações, sim.
Uma das aplicações do PET-CT na oncologia é comparar a atividade metabólica das lesões antes, durante ou depois de determinados tratamentos. Essa informação pode ajudar a equipe médica a avaliar a resposta da doença à terapia.
O momento adequado para realizar o exame varia conforme o tipo de câncer e o tratamento utilizado. Fazer o PET-CT muito cedo ou fora do momento indicado pode interferir na interpretação, por isso o exame deve seguir o planejamento da equipe assistente.
Onde fazer PET-CT no Rio de Janeiro?
Ao pesquisar onde fazer PET-CT no Rio de Janeiro, é importante verificar se o serviço possui estrutura de medicina nuclear, equipe especializada e capacidade de realizar o protocolo indicado para aquele caso.
Também é necessário confirmar se o local trabalha com o radiofármaco solicitado pelo médico, já que exames com FDG, PSMA ou outros radiotraçadores têm indicações e preparos diferentes.
A São Carlos Saúde Oncológica, em Botafogo, no Rio de Janeiro, conta com serviço de Medicina Nuclear e equipamento de PET-CT dentro de sua estrutura hospitalar, com equipe médica especializada em medicina nuclear.
O PET-CT deve ser realizado somente quando há indicação médica.
O PET-CT pode contribuir em diferentes momentos da jornada oncológica, mas suautilidade depende de uma indicação adequada. O tipo de câncer, a etapa do tratamento e o radiofármaco escolhido influenciam o protocolo e a interpretação do resultado.
Por esse motivo, o exame deve fazer parte de uma avaliação individualizada e ser solicitado quando suas informações puderem contribuir para a investigação, o planejamento ou o acompanhamento do paciente.
Perguntas frequentes sobre o PET-CT oncológico:
Quanto tempo dura o PET-CT?
A aquisição das imagens costuma levar cerca de 30 minutos, mas o paciente permanece mais tempo no serviço por causa do preparo, da aplicação do radiofármaco e do período de espera antes das imagens. O tempo total varia conforme o protocolo.
Precisa de jejum para fazer PET-CT?
Em muitos exames com FDG, sim. O período de jejum e as demais orientações devem ser fornecidos pelo serviço responsável, porque o preparo muda conforme o radiofármaco e o protocolo utilizado.
O PET-CT detecta qualquer tipo de câncer?
Não. A capacidade de identificar alterações depende das características do tumor e do radiofármaco utilizado. Nem todos os tipos de câncer apresentam o mesmo comportamento no PET.
Qual a diferença entre o PET-CT com FDG e o PET-CT com PSMA?
O FDG avalia principalmente o metabolismo da glicose e é utilizado em diferentes situações oncológicas. O PSMA é um alvo molecular empregado principalmente na avaliação do câncer de próstata. A indicação depende do caso clínico.
O PET-CT pode ser feito durante o tratamento do câncer?
Em alguns casos, sim. O exame pode ser utilizado para avaliar a resposta ao tratamento, mas o momento adequado depende do tipo de câncer, da terapia realizada e do objetivo da avaliação.
Onde fazer PET scan no Rio de Janeiro?
É importante procurar um serviço de medicina nuclear com estrutura e equipe adequadas ao exame solicitado. Saiba mais sobre acessando o link: https://saocarlossaudeoncologica.com.br/exames/.


